![]()
Especial gravidez 4.
ÍNDICE
Semana 31 – Peso na gravidez...........................................3
Semana 32 – Coração da grávida.......................................4
Semana 33 – Dor de estomago na grávida.......................10
Semana 34 – Ultrassom checa o peso do bebê................23
Semana 35 – Bexiga na gravidez......................................30
Semana 36 – Bexiga da grávida........................................34
Semana 37 – Contrações na gravidez...............................40
Semana 38 – Proximidade do parto aumenta ansiedade..48
Semana 39 – Hora de conferir a dilatação do colo do útero...................................................................................52
Semana 40 – Contrações intensas....................................57
Trabalho de parto...............................................................78
Semana 31 - Peso na gravidez
Seu bebê
O bebê vive a fase do apogeu do crescimento, que vai da semana 28 à 37, com um ganho de 200 g a cada sete dias. A cabecinha está entre as partes do corpo que mais crescem. O cérebro, por exemplo, aumentou de tamanho nos últimos dias e as conexões entre as células nervosas se multiplicaram. Além disso, a visão de seu filho está quase perfeita e será aprimorada após o nascimento. Isso porque, nas primeiras semanas, os olhos do recém-nascido focalizam apenas objetos próximos. Depois, ele se acostumará com o colorido e enxergará também o que está distante.
Sua gravidez
Encontrar uma posição confortável para dormir está cada vez mais difícil, não é? Também pudera. Você carrega um bebê rechonchudo de aproximadamente 1,35 kg. E há ainda os pesos da placenta e do líquido amniótico, somando cerca de 12 kg dentro de você. Hora de ficar bem atenta ao que come para não engordar demais. Alimentos leves cairão muito bem, como saladas, peixe, frutas e sucos. Nesta fase, mesmo para grávidas em forma, não é fácil se vestir, em especial escolher a calça, que deve ser confortável sem perder a elegância. Possivelmente, para calçar sapatos você precisará de um auxílio.
Fonte: bebe.abril.com.br/gravidez/gravidez-semana.php – Setembro, 2011
Semana 32 - Coração da grávida
Seu bebê
O pequeno ser, de quase 2 quilos, parece tão distante do mundo... A verdade, porém, é que ele está conectadíssimo com tudo o que acontece do lado de fora. Percebe os ruídos – embora o som seja abafado pelo líquido amniótico – e a mudança na luminosidade dos ambientes onde você está. Aliás, o bebê consegue mover não apenas os olhos mas também o corpo todo: os braços, as pernas e a cabeça. Não é o máximo? Aí está a explicação para os chutes que você tem sentido ultimamente. Seu filho está cheio de energia e não vê a hora de sair para se aninhar nos braços da mamãe.
Sua gravidez
Haja coração! Esse órgão, a partir desta semana, trabalha um quarto mais rápido do que o convencional para dar conta do volume de sangue que aumentou cerca de 2,5 litros. Momento de intensificar as visitas ao obstetra. Se antes a rotina de exames era mensal, agora será bem mais agitada. Nessas ocasiões, converse com o médico sobre os sintomas que merecem atenção redobrada na reta final. Ele explicará que os sangramentos, as dores de cabeça e alguns tipos de contração podem ser sinais de alerta. Ao voltar da consulta, não deixe de conferir os preparativos para a chegada do bebê. Além dos acessórios básicos, você já comprou algum brinquedo para ele? Mime-o da maneira certa, escolhendo o mais adequado para cada fase. Vocês vão se divertir muito juntos.
EDUCAÇÃO
Brinquedos para cada idade.
Os movimentos da criança estão ficando mais organizados e a atividade cognitiva é intensa. Nessa fase, ela vai se interessar em tocar, encaixar e fazer muito barulho. Veja os brinquedos mais indicados:
No chão Se a criança está engatinhando ou caminhando, providencie itens que ela pode puxar e empurrar. Trenzinhos e carrinhos de boneca, por exemplo, são boas opções. As peças de montar e desmontar também são indicadas. Elas devem ser grandes, coloridas, leves e sem bordas ou pontas afiadas.
Para ver e tocar Bonecas de tecido e bichinhos de pelúcia são os mais recomendados para crianças de 1 a 2 anos. Leves e vistosos, esses brinquedos vão estimular a visão e o tato. As costuras, os olhos e os narizes geralmente são resistentes, o que os torna perfeitos para tocar e apertar.
Fazendo barulho Na fase de 2 a 3 anos, as crianças não ficam sentadas por muito tempo, então, os melhores brinquedos são os que irão incentivá-las a cantar, dançar e gesticular. A habilidade motora também precisa de estímulos. Por isso, aposte em bolas e blocos para empilhar. A psicopedagoga e terapeuta familiar Lea Chuster Albertoni, da Universidade Federal de São Paulo, também sugere deixar a criança brincar com panelas e tampas, para exercitar o encaixe, e colheres de pau, para bater.
SAÚDE
Dor de estômago na gravidez é problema para lá de comum.
Dor, queimação e mal-estar são reclamações corriqueiras entre boa parte das grávidas. Entenda por que o estômago é tão afetado na gestação e ainda como amenizar esses incômodos.
1. Por que é tão comum sentir dores de estômago na gestação?
Na gravidez, o estômago libera uma quantidade maior de enzimas digestivas, responsáveis pela quebra do alimento, principalmente nos quatro primeiros meses. Isso pode se traduzir em queimação e dor. E, de acordo com o ginecologista Eliseu Tirado, do Hospital Bandeirantes, de São Paulo, o incômodo pode ser ainda maior nas mulheres que já apresentavam, antes da gestação, problemas como refluxo, gastrite ou úlcera.
“Além disso, nessa fase, uma válvula, que se encontra entre o estômago e o esôfago, tem seu funcionamento prejudicado. A consequência é o retorno do suco gástrico, o que também traz a sensação de mal-estar”, completa o ginecologista paulista José Bento de Souza. O excesso de nervosismo e a ansiedade, muitas vezes comuns no período, podem piorar ainda mais o quadro de dor.
2. Toda gestante sofre com o problema?
Não, mas ele é bem comum. Isso porque, durante a gestação e com o crescimento do útero, o estômago e outros órgãos acabam sendo comprimidos. “O útero cresce, em média, 4 centímetros por mês”, diz o ginecologista Eliseu Tirado. Fazer pequenas refeições, ao longo do dia, ajuda a aplacar a fome sem causar episódios
de dor. Exagerar na quantidade das porções tem o efeito contrário: é dor na certa.
3. O processo digestivo da grávida é prejudicado?
Sim. Não só o funcionamento do estômago sofre danos mas também o intestino, que trabalha em ritmo mais lento por causa da ação dos hormônios típicos da gestação. Daí muitas mulheres se queixarem de problemas de “intestino preso” nessa fase. “Muito comum ainda é o aparecimento de hemorroida, devido à dilatação das veias”, explica Bruno Zilberstein, diretor do Serviço de Cirurgia Bariátrica do Hospital Bandeirantes, de São Paulo, e professor associado do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP.
4. Como amenizar esses incômodos?
Algumas medidas simples podem reduzi-los. Aumentar a quantidade de alimentos ricos em fibras dá uma força ao intestino. Assim como beber muita água ou suco ao longo do dia. Para diminuir a dor no estômago, vale evitar pratos gordurosos, mastigar várias vezes a cada garfada e não exagerar nas porções. Não tomar líquidos nas refeições também é uma boa pedida.
5. Tudo bem tomar remédios para queimação e dor de estômago?
Sim, é possível acalmar a dor com medicamentos desde que eles sejam receitados pelo obstetra, que saberá indicar as fórmulas permitidas para a gestante.
SAÚDE
Cuide bem das suas mamas.
Que tal anotar numa caderneta todas as dúvidas que estão passando pela sua cabeça neste exato momento? Assim, você não vai se esquecer de perguntá-las ao obstetra na
próxima consulta do pré-natal. De quebra, vai tirar um monte de preocupações da frente. Por falar em dúvidas, levantamos algumas das questões mais comuns sobre os cuidados com os seios durante a gravidez. Confira as respostas.
1. Quando o sutiã de sustentação deve ser usado?
Procure usar essa peça durante o dia e à noite. Pode parecer exagero, mas esse cuidado evitará que os seus seios fiquem flácidos depois que o bebê nascer e quando você começar a amamentar. "Um dos primeiros sinais da gravidez é o crescimento das mamas. Por isso, elas precisam, o quanto antes, de uma boa sustentação", observa a enfermeira Márcia Regina da Silva, coordenadora do curso de gestantes do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.
2. Existem restrições a cremes e sabonetes?
Sim. Use apenas água para lavar o mamilo e a aréola. Na hora de aplicar hidratantes ou produtos que previnem estrias, não besunte essa parte do seio. Ali, a pele é mais delicada e, em contato com cremes ou sabonetes, vai perder sua proteção natural. Sem esse cuidado, o resultado aparecerá mais adiante, depois da gravidez, na forma de incômodas rachaduras que podem dificultar a amamentação.
3. Esfregar buchas e toalhas nos mamilos vai deixá-los mais resistentes?
Não. Ao contrário do que muita gente pensa, esse procedimento apenas favorece o aparecimento de lesões. O mamilo é resguardado naturalmente pelas glândulas de Montgomery, pequenos nódulos que surgem nas aréolas durante a gravidez. "São elas que lubrificam e protegem essa parte do seio", explica a consultora em amamentação Lívia Teixeira, do Consultório de Aleitamento Materno, em Salvador. Friccionar uma esponja ou toalha ali jogará por
água abaixo toda essa proteção, além de aumentar o risco de fissuras durante o aleitamento.
4. É recomendável fazer exercícios para os seios?
Não. Segundo a consultora em amamentação Lívia Teixeira, além de causar dor, torções ou puxões nessa área são ineficazes. Essas técnicas apenas causam mais estresse para a mulher, alerta.
5. Banhos de sol são benéficos para os mamilos?
Sim. Os banhos de sol são indicados para prevenir as rachaduras nos mamilos durante a amamentação. E não precisa esperar o bebê nascer para adotar esse cuidado. Escolha um horário apropriado, no início da manhã ou no fim da tarde, e não deixe a pele exposta por mais de 15 minutos.
Fonte: bebe.abril.com.br/gravidez/gravidez-semana.php – Setembro, 2011
Semana 33 - Dor de estômago na gravidez
Seu bebê
Ele cresceu, engordou e não está mais tão enrugado como antes. Agora possui uma pele bem mais macia e o lanugo, a fina camada de pelos que recobria seu corpo, desapareceu. Os ossos estão ganhando mais resistência e, nesta semana, o peso do pequeno alcançou os dois quilos. Seu comprimento total, da cabeça aos pés, é de 43 centímetros. Apesar de passar a maior parte do tempo dormindo, não se engane: quando abre os olhos, ele presta atenção em tudo o que ocorre do lado de fora da barriga. Ops ... Ele está treinando para chegar.
Sua gravidez
A barriga não para de crescer. Agora ela deve estar com 32 centímetros de altura e, grande assim, só poderia pressionar o seu estômago. Em consequência, o apetite pode diminuir e a azia deve ter aumentado. Para resolver esses incômodos, procure fracionar as refeições, comendo várias vezes ao dia e em pequenas quantidades. E já que a hora H está chegando, que tal conversar com o obstetra novamente sobre os tipos de parto e sobre a alta incidência de cesariana no Brasil? Informações, seu desejo e as possibilidades (suas e do bebê) ajudarão, você e o médico, a decidirem essa questão. Ah ... e também é bastante indicado já deixar a mala da maternidade no porta-malas do carro. Mas, antes, confira se você tem tudo que precisa lá.
ALIMENTAÇÃO
Quando a azia começa.
Diz um antigo ditado que as gestantes sentem a famosa queimação no estômago no momento em que os primeiros cabelinhos do bebê começam a nascer. É um mito, claro. "Durante esse período, a musculatura do trato gastrointestinal relaxa, diminuindo a secreção gástrica", explica a nutricionista Eliener de Souza Fazio, do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Com isso, a digestão se torna mais lenta, intensificando a azia", diz ela. Esse problema é mais comum a partir do segundo trimestre, mas algumas mulheres sofrem com ele durante toda a gestação.
Para aliviar o sintoma, a dica dos médicos é comer de forma fracionada seis vezes ao dia é o ideal e passar longe de frituras e alimentos gordurosos e picantes, que são mais difíceis de digerir. Nessa fase, segundo Eliener, a musculatura do intestino também fica mais relaxada, o que reduz as evacuações e pode causar prisão de ventre. Uma alimentação saudável com alimentos ricos em fibras, como as frutas e os legumes também ajuda a prevenir esse incômodo.
SAÚDE
Cordão umbilical: vale a pena guardar?
A questão é polêmica. Ouvimos diversos especialistas para você ficar por dentro de inúmeros aspectos e tomar a decisão com maior segurança.
Toda grávida, hoje em dia, ouve a seguinte pergunta: você pretende
guardar o cordão umbilical do seu filho? Responder não é fácil. Primeiro porque é uma decisão que implica em um custo nada modesto. Segundo porque, cá entre nós, nem todos sabem, de fato, para que o cordão pode servir. E só com essas duas informações básicas dá para refletir sobre o assunto. Assunto, aliás, capaz de despertar opiniões contra e a favor de profissionais muito respeitados ou seja, essa história de cordão umbilical ainda está longe de ser uma unanimidade.
O preço de guardar o cordão umbilical
O valor é alto e, atenção, você precisa pagar tudo até a hora do parto, sem deixar sequer um centavo para depois. E não termina por aí: ainda existe uma taxa anual de manutenção.
Na verdade, por enquanto, o que os médicos guardam é o sangue do cordão umbilical e não o cordão em si. E, só pela coleta, a despesa gira em torno de 4 mil reais. Na realidade, encontramos preços que vão de 3,5 a 5,5 mil reais. Todas as clínicas parcelam esse valor mas, atenção, só até o dia do parto. Portanto, feitas as contas, quanto mais no início da gravidez é tomada a decisão, maior o número de parcelas, aliviando um pouco o bolso dos futuros papais. Os bancos privados, onde esse material fica armazenado, cobram ainda uma taxa anual de cerca de 600 reais. Uma alternativa é doar o cordão umbilical do seu filho para um banco público. Aí, como o próprio nome indica, o material ficará disponível para a população e não será de uso exclusivo de sua família. Essa é, a meu ver, a melhor escolha, diz a geneticista Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano, na Universidade de São Paulo. No do banco público, não há custo algum
para você nem sequer o da coleta. O valor será pago pelo sistema de saúde.
As doenças tratadas com o cordão umbilical
Do sangue encontrado ali dentro, os cientistas purificam células capazes de combater as mesmas doenças que seriam tratadas com um transplante de medula.
Hoje as doenças que podem ser tratadas com células extraídas do cordão umbilical são as mesmas para as quais os médicos indicam o transplante de medula óssea. As principais são: a maioria das leucemias e linfomas, a talassemia, as anemias graves, como a do tipo falciforme, imunodeficiências congênitas e doenças genéticas raras, como a adrenoleucodistrofia, que ataca os nervos. Mas eis a questão: muitos especialistas defendem que usar as células da própria pessoa, caso uma dessas doenças se manifeste, pode não funcionar. “Ora, as células armazenadas da criança podem ter o mesmo defeito. Ou seja, não podemos dizer que um transplante autólogo – de células do próprio paciente – seja uma alternativa”, critica o geneticista Carlos Alberto Moreira Filho, que é professor da Universidade de São Paulo e diretor superintendente do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo ele, a explicação é a seguinte: se a pessoa apresenta determinada doença, é provável que as suas células armazenadas tenham o mesmo defeito, invalidando a idéia do autotransplante. Seria possível tratar esses males com células extraídas do cordão umbilical? Sim, mas com células de doadores, encontradas em bancos públicos.
O que pode mudar nos próximos anos é o tipo de material
congelado: em vez de ser apenas o sangue, um pedaço do cordão em si. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos do Genoma Humano, na Universidade de São Paulo, demonstrou que o tecido do cordão é riquíssimo em células mesenquimais, isto é, poderão ser usadas, por exemplo, para a regeneração de ossos, dentes e músculos. Quem sabe... Por enquanto, ainda é uma promessa.
Quem é contra e quem é a favor de guardar o cordão.
Ouvimos uma obstetra e uma geneticista com opiniões muito diferentes sobre o assunto.
A obstetra Silvana Chedid Grieco, que dirige uma clínica com seu nome na capital paulista, faz questão de propagar: Congelei o sangue do cordão umbilical dos meus dos filhos, que hoje estão com 6 e 3 anos. Ela acha que não tomar essa decisão no nascimento é perder uma oportunidade. Não sei se os meninos irão precisar, mas não quis correr o risco de me arrepender depois por não ter guardado algo que seria capaz de salvar a vida deles. Mesmo que o material não seja usado, ele poderá ser doado para outras pessoas da minha família. Armazenar células do cordão umbilical é como ter um carro com ar-condicionado. É claro que ele rodaria sem o acessório. No entanto, se você tem condições, vale a pena investir no conforto, compara.
Já Mayana Zatz, considerada uma das maiores geneticistas do mundo, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano na Universidade de São Paulo, acha tudo isso uma grande bobagem. As células de cordão umbilical, hoje, só podem ser empregadas para tratar doenças do sangue, ou hematopoéticas, como alguns tipos de câncer. E a possibilidade de alguém ter uma doenças
dessas é tão pequena não passa de 1 em 20 mil que não vejo o menor sentido em pagar tão caro para guardar um cordão umbilical por tantos anos, diz a especialista, que emenda: Além disso, se a criança desenvolver uma leucemia, não é nada recomendável que ela seja tratada com suas próprias células. Elas, afinal, já teriam uma predisposição para desenvolver um câncer de sangue. O resultado seria temporário. Qualquer geneticista sabe que, para o tratamento ter chances de sucesso real, o indicado é utilizar células de um doador compatível, encontradas em bancos públicos de cordão. Aliás, sou totalmente a favor da doação de material para esses bancos. Neles, além de você não pagar nada, as células ficam disponíveis para quem precisar e tiver compatibilidade.
O que são células-tronco
Grande aposta da medicina, elas provocam bastante polêmica. Mas existe uma diferença entre as extraídas do cordão e as que são retiradas de embriões humanos.
Existe uma polêmica sem fim quando o assunto é usar células-tronco de embriões. Vamos colocar cada célula em seu devido lugar: isso não tem muito a ver com o material extraído do cordão umbilical na hora do parto.
Para o começo de conversa, entenda que uma célula-tronco ainda não se decidiu sobre o que pretende ser na vida. Em tese, pode se transformar nos mais diversos tecidos do corpo humano. Por isso, seriam tão valiosas – capazes de repor o que perdemos ou substituir o que está doente. As células-tronco retiradas de embriões – geralmente, embriões congelados, desprezados em clínicas de fertilização assistida – realmente podem se
transformar em qualquer tecido. Já as extraídas do cordão, apesar de, sim, serem do tipo tronco, são adultas. Portanto, pelo menos com a tecnologia existente hoje, não podem virar o que bem entendermos – no máximo, se transformam em glóbulos do sangue novinhos em folha.
O que é um banco de cordão umbilical
Trata-se do local em que o material colhido, logo depois do nascimento da criança, fica armazenado. A questão é escolher entre o banco público e o privado
Se você tem interesse em armazenar as células do sangue do cordão do seu filho para que, no futuro, ele mesmo ou alguém da sua família possam utilizá-las, então comece a visitar desde já, durante a gravidez, os bancos privados. Existem pouco mais de dez espalhados pelo país e é preciso ver qual atende a região onde você mora. Em geral, a maternidade informa com qual está acostumada a trabalhar.
No dia do parto, o próprio obstetra poderá coletar parte do sangue do cordão e armazená-lo em uma bolsa para que seja posteriormente congelado. O processo é rápido e não implica em dor nem para a mãe nem para o filho. Não se sabe ao certo por quanto tempo o material pode ficar congelado. “Os bancos mais antigos, nos Estados Unidos, têm amostras com quase 20 anos que continuam viáveis”, explica Nelson Hidekazu Tatsui, hematologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e diretor técnico da Criogenesis, um banco particular.
O Brasil já conta também com três bancos públicos para doações, e um projeto financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prevê que
cheguem a 12 nos próximos três anos, espalhados nas mais diferentes regiões do país. Eles têm a mesma função dos bancos de medula óssea, já que as células de cordão são usadas para tratar as mesmas doenças. “A vantagem de usar as células de cordão em vez daquelas da medula é que, por serem mais jovens, elas se adaptam melhor a outro organismo, sem causar tanta rejeição”, explica a hematologista Andreza Ribeiro, responsável pelo banco de sangue de cordão do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. “Com isso, a compatibilidade entre o doador e o receptor pode ser parcial, não precisa ser completa.”
Segundo a médica, a desvantagem seria uma questão de quantidade: “No sangue de cordão, encontramos um número de células-tronco dez vezes menor do que na medula. Ou seja, uma amostra insuficiente se precisarmos tratar um adulto”. Para driblar o problema, diversas pesquisas realizadas mundo afora buscam otimizar o uso do sangue de cordão, utilizando material de mais de um doador numa única transfusão ou multiplicando as benditas células-tronco em laboratório.
Como é feito o armazenamento do cordão umbilical.
Nesta animação, você vai entender o processo passo a passo. Antes mesmo de ele acontecer, os pais interessados em guardar o material do filho devem entrar em contato com o banco que fará o armazenamento e avisar o obstetra.
Assim que o bebê nasce, quando a placenta ainda está presa no útero, o obstetra, que foi previamente avisado, limpa a área do cordão em
que irá aplicar uma agulha. Ele deverá alcançar um vaso de maior calibre para retirar uma amostra de 70 a 200 ml de sangue. Esse líquido será coletado em uma bolsa.
Em 48 horas, no Maximo, o material devera chegar ao laboratório. Ali, será centrifugado. Ao girar, os glóbulos vermelhos irão se separar do restante e poderão ser eliminados. A parte liquida, por seu vez, se deposita no fundo – é o plasma sanguíneo. O que mais interessa, porém, é o que fica por cima, feito nata: as famosas células - troco.
O plasma com as células – tronco é transferido para uma bolsa com uma solução protetora, que evita a formação de cristais irregulares de gelo, o que danificaria a estrutura das células. Dentro de um estojo de alumínio, a bolsa e finalmente levada ao congelador.
Depois de congelado, o material segue para um tanque mais fria ainda, repleto de nitrogênio liquido, em que a temperatura se mantém em 196 ºC. Só sairá dele se for necessária sua utilização. Os testes realizados nos bancos mais antigos, nos Estados Unidos, mostram que esse material continua integro por 20 anos, pelo menos.
SAÚDE
8 cuidados para evitar um parto prematuro.
O Instituto Nacional de Saúde, dos Estados Unidos fez um levantamento de algumas atitudes capazes de reduzir o risco de o bebê chegar antes da hora. E nós revelamos tudo para você agora. São hábitos saudáveis e muito fáceis de cultivar.
1. Fique longe do álcool
O consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação pode ter efeitos bastante nocivos para a criança, incluindo retardo mental, dificuldades de aprendizagem, defeitos na face e problemas de desenvolvimento. Isso acontece porque a substância chega ao feto na mesma concentração presente no sangue da mãe, só que o organismo do pequeno demora mais para eliminá-la. Dessa forma, ela continua presente no líquido amniótico, afetando diretamente o desenvolvimento celular.
Como não se sabe ao certo qual é a dose segura de consumo de álcool, para que nada prejudique o feto é melhor evitar ao máximo esse tipo de bebida. A mesma recomendação vale para o cigarro e os medicamentos em geral.
2. Mantenha uma dieta equilibrada e nutritiva
Lembre-se de incluir nutrientes variados no cardápio e seguir uma alimentação rica em frutas e fibras. Por outro lado, fique cada vez mais longe das fontes de gordura saturada e de colesterol. Evite carnes gordas, pele de frango e molhos à base de creme de leite.
3. Faça exercícios
A medicina já comprovou: a atividade física ao longo da gestação beneficia o bebê e favorece o trabalho de parto por fortalecer a musculatura do assoalho pélvico, entre outras vantagens. Sem falar que ajuda o corpo da mãe a voltar à forma mais rápido depois do nascimento do bebê. Mas atenção: a autorização e o acompanhamento do médico são imprescindíveis. É importante saber qual tipo de exercício é mais recomendado para cada período da gravidez, por exemplo.
4. Não se esqueça da vitamina B12
Presente em laticínios, carnes magras, ovos e cereais, esse nutriente é responsável pelo desenvolvimento do sistema nervoso e dos glóbulos vermelhos do pequeno. Um estudo recente do próprio Instituto Nacional de Saúde, nos Estados Unidos, constatou ainda que a substância pode evitar problemas na formação do feto. Pergunte a seu médico se a dosagem da vitamina está garantida na sua dieta. Em geral, os suplementos nutricionais indicados para as gestantes costumam trazê-la associada ao ácido fólico.
5. Certifique-se de que a vacinação está em dia
Doenças como o sarampo podem adiantar a chegada da cegonha, além de colocar a saúde do bebê em risco. Para evitar o problema, o melhor é garantir a imunização antes mesmo de engravidar. Aliás, a vacina antissarampo nem é recomendada durante a gestação. Já a antitetânica e a contra a difteria, por exemplo, pedem reforço justamente nesse período. Consulte o médico para não ter dúvidas.
6. Avise o médico logo que souber da gravidez
O.k., essa dica é quase óbvia, mas ainda assim vale correr o risco e repetir. Há mulheres que deixam para procurar um
obstetra quando a gravidez já está em andamento. Na verdade, deveriam tomar esse tipo de atitude logo ao saber da gestação. Quanto mais cedo o pré-natal for iniciado, melhor para a mãe e para o desenvolvimento do feto. Com o acompanhamento do especialista, doenças, infecções e outras disfunções serão tratadas precocemente. Um exemplo clássico é a aids: o diagnóstico no início da gestação pode evitar a transmissão do vírus HIV para o bebê.
7. Revele ao obstetra o seu histórico de saúde
É ele quem cuidará da sua saúde nos próximos meses – e isso inclui a do seu bebê. Nada mais justo, então, do que informá-lo detalhadamente sobre as doenças e reações alérgicas que você teve no passado, assim como o histórico de males da sua família e da de seu marido. De diabete a pressão alta, de obesidade a talassemia, tudo deve vir à tona nesse levantamento.
8. Tome ácido fólico
Essa vitamina é essencial para proteger o bebê de malformações e danos no sistema nervoso. Uma pesquisa recente da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, provou ainda a sua eficiência contra o parto prematuro. A recomendação é que se consuma a substância até mesmo antes da gravidez. Durante o primeiro trimestre, aumente a dose para 400 microgramas diários – o que dificilmente se consegue por meio apenas da alimentação. Daí porque em muitos casos a ingestão de suplemento vitamínico seja indispensável.
Fonte: bebe.abril.com.br/gravidez/gravidez-semana.php- Setembro, 2011
Semana 34 - Ultrassom checa o peso do bebê
Seu bebê
O pequeno já adquiriu todas as condições para se adaptar à vida fora do útero. Seus órgãos estão completamente formados, os sentidos se aperfeiçoaram e o cérebro comanda uma gigantesca tropa de células que trabalha para que tudo funcione a contento. Ele também começou a desenvolver seu próprio sistema imunológico, que vai protegê-lo contra infecções leves. Na 40ª semana, quando nascer, suas defesas ganharão um reforço extra após os primeiros goles de leite materno. E a placenta começa a envelhecer, afinal suas funções já não são tão importantes.
Sua gravidez
Caso o seu obstetra ainda não tenha pedido, certamente em breve recomendará mais um ultrassom. Nesse exame, ele verificará o peso do bebê e a evolução do seu desenvolvimento, além de avaliar as condições da placenta e do líquido amniótico. Aproveite a ida ao médico e questione-o sobre os bancos de cordão umbilical. O sangue coletado dessa região no dia do parto é uma medida preventiva, que pode ser muito útil caso haja problemas de saúde no futuro. Avalie a questão com calma. Enquanto isso, foque-se nas medidas práticas: cuide da sua alimentação para não engordar demais e dedique-se ao quarto do bebê, avaliando se os móveis e a decoração estão de acordo com as necessidades de um recém-nascido.
SAÚDE
Obesidade aumenta o risco de complicações na gravidez.
Estudo escocês revela que gestantes acima do peso são mais propensas a sofrer ataques do coração e outros males.
Se os quilos extras já eram uma fonte de preocupação para as grávidas, agora eles podem perturbá-las ainda mais. Pesquisa da Universidade de Edimburgo, na Escócia, mostra que mais de um terço dos óbitos relacionados à gestação correspondem a mulheres obesas. E são elas as mais acometidas por desconfortos típicos do período, como mal-estar e inchaço.
De acordo com o estudo publicado na revista científica British Journal of Obstetrics and Gynaecology, a obesidade aumenta em dez vezes o risco de a gestante ter infecções respiratórias e duplica o de sofrer com dores de cabeça e azia. Além disso, triplica-se a probabilidade de desenvolver a síndrome do túnel do carpo (STC), uma doença caracterizada pelo inchaço no pulso, dormência, dor, enfraquecimento e até falta de coordenação nas mãos.
“Esses sintomas podem ou não estar relacionados a problemas mais sérios. O fato é que eles impactam diretamente a qualidade de vida da gestante”, diz Rebecca Reynolds, médica do Centro de Saúde Fetal da universidade. Foram avaliadas mais de 650 grávidas, das quais metade já apresentava problemas com a balança desde o início da gestação.
Outras pesquisas já haviam comprovado que o sobrepeso está relacionado ao desenvolvimento de diabete gestacional, pré-eclâmpsia e complicações que levam à cesariana. O gasto que isso representa também foi
ressaltado no trabalho: os tratamentos para obesos custam cerca de três vezes mais quando comparados a procedimentos feitos em pessoas dentro da faixa de peso considerada saudável.
SAÚDE
Especial férias e gravidez: o que posso ou não posso?
O verão e as festas de fim de ano mudam a rotina da gestante. Confira agora o que você pode e o que você não pode fazer enquanto curte o seu descanso .
1. Posso viajar de carro? Até quantos quilômetros?
Normalmente, se a gravidez segue tranquila, as viagens de automóvel são liberadas até o sétimo mês, sem restrição de distância. Entretanto, vale a pena tomar certas precauções para garantir a sua saúde e a do bebê. Por exemplo, urinar com frequência, que é fundamental para prevenir infecções. “É importante usar meias elásticas de compressão específicas para gestantes, que não apertam a barriga, e fazer paradas periódicas para pequenas caminhadas e o uso do toalete. Além de viajar com lanchinhos e água no carro”, orienta a obstetra Barbara Murayama, de São Paulo. A partir do oitavo mês de gestação, o ideal é conversar com o médico que faz o pré-natal antes de viajar. Ele irá considerar o seu estado geral e também o tempo de deslocamento na estrada. “Quanto mais longa a viagem e quanto mais avançada a gestação, mais desgastante será para a mulher, pois a grávida fica cansada de ficar sentada muito tempo e pode ficar com os pés inchados”, diz Barbara. Quase todos os médicos, porém, proíbem as pacientes de deixar a cidade
onde vivem quando entram no último mês de gestação devido ao maior risco de parto prematuro e rompimento da bolsa.
2. E se eu preferir uma viagem de avião ou navio?
“As viagens de avião são permitidas até a 32ª semana de gestação, sempre lembrando o cuidado de usar meias elásticas de média compressão durante o voo e caminhar durante a viagem, no máximo, a cada duas horas para prevenir tromboses”, explica Flávia Fairbanks, obstetra, de São Paulo. Segundo a especialista, quanto às viagens de navio, as maiores restrições são nas primeiras semanas devido às náuseas e aos vômitos, que podem ser mais intensos com o balanço da embarcação. A fase mais adequada para fazer um cruzeiro é a do segundo trimestre, já que no último as chances de alguma intercorrência séria aumentam. Mas saiba que nem todos os médicos são a favor desse tipo de passeio: alguns simplesmente não o permitem em nenhuma etapa da gravidez. Se você está grávida e não quer adiar a oportunidade de viajar de navio, procure escolher um roteiro curto, de no máximo quatro dias, pois ficar longe da costa por muito tempo pode ser arriscado. Mas lembre-se de que cada caso é um caso e, em qualquer hipótese, o melhor mesmo é discutir com o seu obstetra a situação.
3. Posso frequentar uma sauna?
Não. A temperatura no interior da sauna é alta demais para a gestante. “As saunas devem ser evitadas durante toda a gestação, pois favorecem os episódios de taquicardia e hipotensão”, justifica Flávia Fairbanks.
4. Se eu descer da serra para o litoral, posso ter algum problema?
Numa gestação normal, uma ligeira baixa na pressão arterial é algo comum, que pode ser ligeiramente agravado no litoral. Beber bastante água, comer a cada três horas e vestir roupas bem levinhas são atitudes que costumam funcionar para minimizar o mal-estar.
5. Se eu for à praia, posso entrar no mar?
O banho de mar e de piscina é liberado para a maioria das gestantes até o nono mês, enquanto não houver dilatação do colo uterino. No mar, por precaução, procure não ir até muito fundo. Água na altura dos joelhos é o ideal. Também não fique de frente para as ondas, que não devem bater diretamente na barriga. “Evite ficar o dia todo de biquíni molhado ou úmido para não favorecer a ocorrência de candidíase, que já é mais comum nas grávidas”, alerta Flávia Fairbanks.
6. E como eu me protejo do sol?
De acordo com a médica Barbara Murayama, o uso de protetores solares com FPS de pelo menos 30 é indispensável, assim como óculos escuros com proteção UVA e UVB e chapéus. “Na gestação, os cuidados para se proteger do sol devem ser redobrados, pois a pele da gestante já tem uma hiperpigmentação natural, por causa da ação hormonal, e, com isso, se não houver proteção adequada, a pele pode ficar manchada indefinidamente”, conclui a obstetra. Os cuidados adicionais são não se expor ao sol entre 10 e 16 horas, permanecer sob o guarda-sol a maior parte do tempo, beber muita água ou água de coco e usar hidratante na pele após o banho.
7. Posso caminhar pela areia da praia?
Sim, desde que a área não esteja muito lotada de pessoas praticando esportes. Afinal, levar uma bolada ou um empurrão não é nada bom. “Um cuidado essencial é evitar fazer as cutículas imediatamente antes da ida à praia para diminuir a chance de haver uma porta de entrada para as bactérias presentes na areia”, recomenda a obstetra Flávia Fairbanks.
8. Posso comer petiscos na praia e frutos do mar no restaurante?
Leve um lanche de casa para beliscar em frente ao mar. Nunca se sabe a procedência dos alimentos vendidos na praia e nem há quanto tempo foram preparados, o que
pode ser sinônimo de contaminação. Portanto, o melhor é evitar. Quanto aos frutos do mar ou qualquer outra comida servida em restaurante, não há problemas desde que o estabelecimento seja confiável – e, claro, que você não tenha histórico de alergia a esses pratos. “Todos os alimentos consumidos devem ser cozidos, sempre frescos e recém-pescados, como uma maneira de minimizar o risco de intoxicação alimentar”, frisa a médica Flávia Fairbanks.
9. Posso comer comidas apimentadas?
Não há restrição quanto a temperos durante a gravidez, mas a medida do desconforto gástrico é sempre individual. Por isso, pondere se você teve ou tem incômodos como enjoo, azia e refluxo antes de comer pratos muito condimentados.
10. Posso acompanhar meu filho mais velho ao parque aquático?
Sim, mas com muita cautela. “Tobogãs devem ser evitados, pois a mulher grávida se cansa mais facilmente. Então, fica difícil subir as escadas que dão acesso aos escorregadores. Além disso, podem ocorrer traumas durante o percurso e na chegada”, diz a médica Barbara Murayama, que aconselha a presença de mais um adulto para o caso de alguma emergência. No mais, valem os mesmos cuidados aplicados na praia e na piscina: uso de filtro solar e chapéu, muita hidratação e alimentação a cada três horas.
11. Nas ceias de final de ano, posso comer de tudo?
“Se não houver nenhuma restrição médica, como diabete gestacional e hipertensão arterial, pode-se comer de tudo. Mas é bom evitar grandes quantidades”, responde a obstetra Barbara Murayama. Priorize o consumo de saladas e frutas, que são alimentos mais leves, e sirva-se de pequenas porções de alimentos muito gordurosos. “Dê preferência também às carnes assadas, em vez das fritas, e não exagere nos doces. Prefira sucos naturais ou água a refrigerantes”, completa a especialista.
12. Posso beber uma taça de vinho, champanhe ou outro drinque?
A opinião dos especialistas varia um pouco. Há os que recomendam nada de álcool durante a gravidez por não se saber qual a dose segura para o bebê. Alguns médicos, porém, liberam uma taça de vinho ou champanhe ocasionalmente, durante uma reunião entre amigos, por exemplo. Drinques à base de bebidas destiladas, cujo teor alcoólico é muito alto, certamente devem ficar restritos aos outros convidados.
Fonte: bebe.abril.com.br/gravidez/gravidez-semana.php – Setembro, 2011
Semana 35 - Bexiga na gravidez
Seu bebê
Pronto para mamar. O seu bebê adquiriu essa habilidade e já está com os movimentos reflexos, como a sucção, desenvolvidos. Ou seja, refeições e crescimento garantidos na vida fora do útero. Enquanto ele não sai da toca, sabe o que faz? Continua crescendo. Mesmo com o espaço ficando cada vez mais apertado, ele não para de ganhar peso. Chegou aos 2,5 quilos e, por isso, suas pernas e braços se tornaram mais gordinhos nesta semana. Seu filho também deu uma espichada e, da cabeça aos pés, agora mede 45 centímetros, em média. Assim, crescidinho, ele não consegue fazer tantas estripulias na barriga da mamãe. Afinal, o útero já não permite movimentos muito expansivos. Depois que ele nascer, aí, sim, vai voltar a dar muitos chutes e cambalhotas.
Sua gravidez
Gravidíssima. É assim que você se sente ao exibir sua barriga – que agora merece, com todas as honras, ser chamada de barrigão. Ela está com 35 centímetros de altura e, desse jeito, mal sobra espaço para a bexiga inflar. Por isso, é um corre-corre danado o dia inteiro em direção ao banheiro, não é? Falando nisso, muitos médicos indicam nesta fase um exame chamado cultura da secreção vaginal, que aponta a presença ou não de estreptococos no canal do parto. Se houver, hora de exterminá-lo. Mas cuide-se por dentro e por fora também. Na alimentação, reduza ainda mais a quantidade de sal nos alimentos para evitar o excesso de inchaço. Aproveite
ainda e faça uma visita ao cabeleireiro. Vale aparar as pontas do cabelo e retocar o esmalte das unhas.
SAÚDE
Acompanhe sua gravidez mês a mês.
1. Primeiro mês – Começou a jornada. O ovulo fecundado pelo espermatozóide já subiu as trompas e se instalou no útero. As células, então, se dividiram e originaram o embrião. É dessa estrutura, tão pequena quanto uma sementinha de maçã, que vão se originar todos os órgãos do bebê.
2. Segundo mês – Ele está crescendo rápido. O corpo do embrião adquiriu a forma de um C e agora está mais parecido com um ser humano. Os braços e as pernas despontaram, a cabeça está sendo moldada e o coração bate desde os primeiros dias de vida. Outros órgãos, como os intestinos e o pâncreas, estão se desenvolvendo.
3. Terceiro mês – Os braços e pernas estão mais alongados, os dedinhos ganharam forma e as unhas começaram a nascer. As pálpebras e a pontinha do nariz agora podem ser vistas no rosto. O futuro bebê lembra um minúsculo ser humano. Essas transformações marcam o inicio do período fetal.
4. Quarto mês – Uma fina camada de pelos, chamada lanugem, surgiu para proteger a pele do bebê. Com quatro meses de gestação, ele já percebe alterações de luz e consegue diferenciar entre os gostos amargo e doce. Seus órgãos continuam se desenvolvendo e, dentro do útero, ele ensaia os primeiros movimentos.
5. Quinto mês – Nas meninas, as trompas e o útero aparecem a partir desse mês. Se for menino, os órgãos genitais externos já podem ser vistos durante o exame de ultra – som. Os músculos faciais estão ativos e o bebê agora é capaz de franzir a testa, piscar os olhos e chupar o dedo.
6. Sexto mês – A pele do bebê recebeu uma segunda proteção, a vernix caseosa. Escorregadia e pegajosa, essa substancia evita que o liquido amniótico, onde ele está mergulhado, irrite a sua pele. Os lábios e sobrancelhas estão mais visíveis. Já as pontas dos dedos ganharam sulcos que formarão as impressões digitais.
7. Sétimo mês – A audição está mais aguçada. O bebê percebe melhor ruídos e vozes que chegam aos seus ouvidos abafados pelo liquido amniótico. Seus primeiros fios de cabelos estão nascendo, mais a cor poderá mudar depois que ele deixar o útero. Os órgãos continuam sendo aperfeiçoados.
8. Oitavo mês – Uma camada de gordura se formou sob a pele do bebê. Quando ele nascer, ela ajudará a manter sua temperatura equilibrada. Seus pulmões estão quase prontos e são exercitados diariamente enquanto ele inspira
e expira o liquido amniótico. Os ossos se tornam cada vez mais resistentes.
9. Nono mês – Hora dos ajustes finais. Os órgãos estão prontos e o bebê está mais rechonchudo. Seus cotovelos e joelhos agora formam covinhas. A pele perdeu camadas como o lanugo e a vernix caseosa responsáveis por protegê-la. É um sinal de que ele está pronto para deixar o conforto do útero materno.
Fonte: bebe.abril.com.br/gravidez/gravidez-semana.php – Setembro, 2011
Semana 36 - Bexiga da grávida
Seu bebê
Falta um detalhe: engordar um pouco para que seu sistema de regulagem de frio e calor esteja pronto para funcionar quando estiver fora da temperatura controlada do útero. Retoques finais também estão sendo providenciados. Os cotovelos e os joelhos agora formam covinhas. E o rostinho está bochechudo. Pode acreditar: seu bebê não vê a hora de sair – parece até que notou a expectativa dos pais, que estão ansiosos por sua chegada.
Sua gravidez
Na calada da noite, você passou a fazer barulhos estranhos? A pergunta pode soar estranha, mas muitas mulheres passam a roncar durante a gravidez. Converse com seu médico sobre isso. Seria bom resolver porque isso pode atrapalhar seu descanso durante o sono. Na próxima consulta com o obstetra, fale sobre a questão e também tire suas dúvidas sobre anestesias. E, apesar da ansiedade e da correria das últimas semanas, não se descuide da alimentação. Um pouquinho e sempre é a receita. Alimentos leves, como frutas e queijos brancos (o cálcio é sempre importante), e muito líquido irão ajudá-la a se sentir melhor. Que tal um brinde com água de coco, que faz muito bem para o seu organismo? Saúde para você e para o bebê.
FAMÍLIA
Dezesseis dicas para prevenir o estresse pós-parto.
Depois que o bebê nasce, a mãe passa por uma avalanche de emoções. Some-se a isso o excesso de demandas por causa dos cuidados com o recém-nascido, como amamentar, trocar fraldas e fazê-lo dormir. O resultado pode ser um nível de estresse altíssimo, que pode se traduzir em uma irritabilidade extrema, tristeza e até mesmo depressão. Para ajudá-la a evitar esse estado de alta tensão, reunimos dicas preciosas de especialistas para você passar pelo período com um pouco mais de equilíbrio.
1. Avalie seu estado geral de saúde
Faça isso, se possível, antes de conceber o filho. Adolescentes, mulheres acima de 35 anos, mães com aborto de repetição e portadoras de doenças crônicas costumam apresentar gravidez de risco, que contribui para o estresse. A informação reduz a ansiedade, mas é preciso autoconhecimento para saber se você está pronta para lidar com a situação, inclusive ter de ficar em casa sem trabalhar.
2. Tenha um estilo de vida saudável
Alimentação balanceada e rica em fibras, muita água, atividade física moderada e regular, estabilidade emocional e distância de cigarro e drogas são desejáveis para uma grávida. Hábitos saudáveis contribuem para uma maternidade sem traumas.
3. Estreite os laços afetivos
O suporte da família e dos amigos é decisivo para a paz de espírito de uma mãe, sobretudo numa gravidez não
programada ou indesejada. Nessa hora, o parceiro tem um papel fundamental. Se ele apoiar a parceira e participar da gestação, os riscos de estresse caem bastante. Caso contrário, a mulher tem de ficar mais atenta para não se desestabilizar, quem sabe até buscar ajuda profissional.
4. Confie nos seus instintos
O primeiro filho é o teste de fogo. Saiba que você vai errar mais do que acertar no começo. Mas tudo sempre termina bem. Procure suportar essa situação e confie nos seus instintos. No caso de grávidas com outros filhos, o problema pode estar no ciúme. Procure aproximar os irmãos já desde a gestação.
5. Mantenha a planilha de gastos em dia
A condição financeira é um motivo recorrente para o estresse. Deixe as contas para antes do nascimento. Se possível bem antes, para não correr o risco de faltar dinheiro numa hora ingrata.
6. Cultive o vínculo materno
Converse com o bebê, conte histórias, afague sua barriga, massageie as extremidades, abrace-o. Ações como essas ajudam a aumentar a afinidade com o filho e dão sentido à nova situação. Isso fatalmente neutraliza os efeitos do estresse.
7. Busque suporte para o momento do parto
O nascimento costuma ser o momento mais esperado pelas mães. E o mais temido também. Por isso, vale a pena pedir ao marido ou a alguém de confiança que esteja presente nessa hora. Os especialistas garantem que a recuperação do parto normal é menos traumática. Mas é
importante tomar uma decisão consciente. A mãe é quem sabe como quer ter o bebê.
8. Preze pela sua estabilidade emocional
A gravidez mexe com as mulheres. Mas é preciso avaliar até que ponto você está preparada para segurar a onda. O desequilíbrio é a porta de entrada para o estresse. E as consequências são perversas e viciosas: distúrbios do sono, alternância entre carinho e agressividade, irritação, raiva, culpa e, enfim, depressão.
9. Encare com bom humor as mudanças no corpo
Saiba que seu corpo muda com a gestação. Depois do parto, então, a situação se agrava. E as mudanças podem levar à aversão à criança. Fique atenta. Até porque, com o tempo, tudo volta ao normal.
10. Tenha em mente que você vai dormir pouco
Deixar de dormir é talvez o maior drama na vida de uma mãe. Mas é também inevitável. Afinal, no começo, a criança vai mamar em intervalos de três a quatro horas. O importante aqui é entrar no ritmo e descansar. A falta de sono favorece o estresse. Um cuidado importante: esvazie os dois peitos a cada mamada, isso vai saciar o bebê por mais tempo.
11. Aprenda a amamentar antes de o bebê nascer
Parece fácil, mas não é. Amamentar exige instrução. Se o bebê tiver dificuldade de pegar o peito no começo, insista com paciência e tranquilidade. Se você estiver muito insegura, converse com as amigas que já tiveram filhos ou procure serviços de apoio à amamentação nos grandes centros de saúde.
12. Informe-se sobre os sintomas da depressão pós-parto
Ela está vinculada ao puerpério, período que decorre desde o nascimento da criança até que o corpo e o estado geral da mulher voltem às condições anteriores à gestação. A mãe se aliena da realidade, torna-se agressiva, sente-se intimidada pela dependência integral da criança, perde a comunicação afetiva com o bebê, dorme mal, apresenta falta de apetite e pode ter taquicardia, hipertensão e problemas intestinais. Saiba reconhecer.
13. Evite idealizar demais a hora do nascimento
Durante os nove meses da gestação, a mãe fica imaginando o rosto do seu pequeno. É um exercício bastante prazeroso. Pelo menos até o parto. Mas, quando a mãe pega a criança pela primeira vez no colo, pode se incomodar com o rosto enrugado do recém-nascido. Para algumas, isso chega a ser um choque. Cuidado para que isso não a desestabilize.
14. Mantenha uma boa relação com o parceiro
Sua relação com o pai do bebê é decisiva para o bem-estar da família. Ambos podem estar carentes, cada um a seu modo. Tente reverter isso em afagos, gentilezas, gestos de carinho e não em brigas, insultos e praguejadas. Compreensão, tolerância e cumplicidade são as palavras de ordem para o casal.
15. Invista em uma alimentação rica em vitamina B
O estresse natural do período pós-parto pode ser combatido com as chamadas vitaminas do complexo B. Elas restauram a memória, neutralizam a ansiedade e favorecem o sono. Você pode encontrar essas vitaminas em alimentos como as nozes, a ervilha e o feijão.
16. Reserve um tempo para si
Sua vida não pode girar exclusivamente em torno do bebê, mesmo nas primeiras semanas. É preciso aliviar o estresse. Tenha com quem conversar sobre outros assuntos, busque atividades relaxantes, tome um banho com calma e cuide de sua higiene pessoal. Evite, por exemplo, passar o dia de pijama e, entre uma mamada e outra, mesmo se o tempo for curto para uma soneca, coloque um CD de música que lhe traga tranquilidade.
Fonte: bebe.abril.com.br/gravidez/gravidez-semana.php – Setembro, 2011
Semana 37 – Contrações na gravidez
Seu bebê
Últimos dias dentro da barriga da mamãe. O bebê sabe disso e está se preparando para adquirir a carinha e o corpo na versão que virá ao mundo. A partir desta semana, ele perde o lanugo, aqueles pelos bem finos que cobriam o corpo. A pele também deu adeus à vernix caseosa, uma cera escorregadia que a protegia. E não ganhará peso como antes, só cerca de 70 gramas por semana. Sinais da maturidade. Assim, se nascer por esses dias, não será considerado prematuro.
Sua gravidez
Você reparou que está respirando melhor? Não é impressão, não, é real e tem uma razão: o bebê se moveu, provavelmente, em direção à pelve. Nessa posição, o pequeno fica com a cabeça voltada para baixo, diminuindo a pressão na parte superior da barriga. Que alívio! As consultas médicas tornam-se mais frequentes. Na próxima, pergunte ao obstetra sobre os sinais que indicam o trabalho de parto. Muitas vezes, o que você imagina se tratar de uma contração pode ser apenas o peso da cabeça do bebê no colo do útero. Com algumas orientações, você não terá dificuldade em identificar o momento certo em que o bebê vai nascer. Enquanto isso, não deixe a ansiedade tomar conta da sua dieta e continue se alimentando de maneira saudável. Também reserve alguns minutos para cuidar de você. Que tal aparar as pontas do cabelo? Inevitavelmente, você será muito fotografada nos primeiros dias após o nascimento.
FAMÍLIA
O corte de cabelo mais adequado
Depois que o bebê nasce, você tem pouquíssimo tempo para cuidar dos cabelos - pentear, ajeitar, hidratar. Por causa disso, uma atitude para lá de comum nessa fase é ir a um salão e cortar, bem curtinho. Mas será que essa é a melhor alternativa? Muitos cabeleireiros dizem que não. O ideal, segundo eles, é optar pelo visual que tenha praticidade e tudo a ver com o rosto e o estilo da mamãe. Confira, então, as dicas desses profissionais para manter os fios em ordem mesmo no pós-parto.
Depois de dar à luz, muitas mulheres acreditam que tosar os fios é a melhor saída para não perder tempo com o cabelo - e poder se dedicar totalmente ao bebê. Ledo engano. Os especialistas são unânimes em afirmar que o curtinho nem sempre é um sinônimo de praticidade. "Diferentemente do que muita gente pensa, o estilo joãozinho não dispensa pente, hidratação regular e finalizadores. Além disso, é preciso cortá-lo a cada 20 ou 30 dias, no máximo, para ficar sempre bonito", avisa o cabeleireiro Eron Araújo, do salão Studio W Iguatemi, em São Paulo. Como regra geral, o cabelo prático é aquele que você pode prender para disfarçar os fios sujos, ressecados ou sem corte. "Por isso, sempre indico o comprimento médio e sem franja, que é outra coisa que dá um trabalhão. E isso vale para lisos, crespos e ondulados", completa o cabeleireiro Fernando Cassolari, do salão Ricardo Cassolari, em São Paulo.
Quando a mulher está com um recém-nascido em casa, Eron Araújo jura que só pega na tesoura depois de ter uma boa conversa com a mãe. "Na ânsia de resolver o problema, elas se de analisar se o corte vai combinar com o rosto e o cabelo. Daí, podem se arrepender e, geralmente, a única opção é esperar que o cabelo cresça", alerta o expert.
Para que nada disso aconteça com você, levantamos os melhores cortes para curtos, médios e longos, seja qual for a textura deles, e a saída ideal para quem não abre mão da franja. Vale lembrar que os cortes, mesmo os mais práticos, duram cerca de três meses.
•Curto
Só vale a pena se for desconectado, com as pontas superdesfiadas com tesoura ou navalha, o que ainda imprime ousadia e liberta da preocupação de deixar os fios alinhados. "Caso contrário, prepare-se para viver às voltas com pomada, gel, musse e companhia e bater ponto no salão a cada 20 ou 30 dias, no máximo, para manter as linhas do corte", alerta o cabeleireiro Robson Trindade, do salão Red Door, em São Paulo.
•Médio
O comprimento nos ombros é o mais aconselhável para quem é mãe, já que dá para fazer todo tipo de penteado: coque, trança, rabo de cavalo - curingas para aqueles dias em que não dá tempo de lavar a cabeça. Para ficar atual, a base deve ser reta e o comprimento, repicado, feito com as mechas a 45 graus e começando na altura do nariz. Esse picote confere um ondulado suave e volume sob medida
quando os fios secam ao natural, só com um leave-in. "Desfie as pontas para dar mais leveza aos crespos ou volumosos e as camadas para obter o mesmo efeito nos lisos ou grossos", ensina Fernando Cassolari.
•Longo
Esqueça o corte geométrico, feito em linhas retas, a não ser que você queira bater ponto no salão a cada 15 dias! O segredo do sucesso é cortar as mechas, levantando-as a 90 graus, e começar a tosar a partir do queixo. "Quem tem bastante cabelo pode fazer três ou quatro camadas, mas, se ele for ralo ou fino, duas são suficientes", afirma Eron Araújo. E atenção: quanto menos certinho for o repicado, maior a praticidade, já que não revela a perda de corte tão cedo.
•Franja
Fuja dela, principalmente a do estilo cortininha, que tem base reta e cobre a testa, ou se o seu cabelo for crespo ou ondulado - o risco aqui é você ter que escová-la diariamente para mantê-la no lugar. "Para quem não abre mão desse look, a melhor opção é a diagonal, que começa na altura dos olhos e vai até o nariz ou o queixo, porque dá para prender atrás da orelha ou com um grampo", aponta Eron Araújo.
5 dicas para deixar o cabelo com visual ajeitado.
Para controlar o volume
Espalhe no comprimento seco ou úmido o equivalente a uma bola de tênis de musse e, com as mãos, amasse as pontas em direção à raiz. Deixe secar ao natural.
Ondulado natural
Umedeça os fios, aplique leave-in e faça um coque frouxo no alto da cabeça. Solte quando secar.
Rabo de cavalo
Ele fica chique se for feito no alto da cabeça, com a franja caindo de lado e colocada atrás da orelha.
Coque
Dá para desfilar um coque estilo deusa grega repartindo o cabelo ao meio. Na sequência, amarre um rabo alto, torça e passe os fios ao redor do elástico. Prenda com grampos.
Escova rápida
Se quiser fazer uma escova rápida, espalhe meia bola de musse no comprimento e se preocupe mais em alisar a parte de cima da cabeça.
SAÚDE
Dez mitos e verdades da gravidez.
É quase automático: basta uma mulher anunciar que está grávida para começarem as sugestões a respeito de como saber o sexo do bebê, a importância de satisfazer aos desejos por comidas as mais exóticas, as explicações para o fato de sentir muita azia e por aí vai. Com isso, a gestante recebe diversos conselhos, dos mais bizarros aos mais sérios. Ouvimos especialistas para desvendar o que é mito e o que é verdade quando se trata dessas crenças populares.
01. Azia significa que o bebê é cabeludo.
Mito. A azia não tem nada a ver com o bebê ser cabeludo ou não. “Os hormônios da gravidez irritam o estômago, por isso a grávida sente uma queimação. E, no final da gestação, a azia é causada porque o estômago fica comprimido pelo bebê, que cresceu”, explica Mário Martinez, chefe da equipe de ginecologia e obstetrícia do Hospital São Luiz, de São Paulo.
02. Depois de uma cesárea, não se pode mais fazer parto normal.
Mito. Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo, esclarece: “O ideal é que haja o intervalo de dois anos entre a cesariana e o parto normal, mas, passado esse período, não há problema. Quando a mulher passa por um parto cesariano, o útero é cortado e depois costurado. Esse intervalo de dois anos é importante porque, durante as contrações, o útero pode se romper e causar hemorragia interna”.
03. É arriscado fazer sexo durante a gravidez porque o pênis incomoda o bebê.
Mito. As mulheres podem fazer sexo tranquilamente se estiver tudo normal com a gravidez. No entanto, Mariangela Maluf, ginecologista e obstetra do Centro Especializado em Reprodução Humana, de São Paulo, alerta: “A relação sexual com penetração vaginal pode aumentar a atividade uterina, ou seja, aumentar a frequência das contrações. Esse fato, em algumas mulheres, pode desencadear o trabalho de parto prematuro se houver alguma patologia preexistente”.
04. A mudança da Lua influencia o parto.
Verdade. “Durante a lua cheia e a lua nova, existe uma
força maior para o centro da Terra, o que aumenta a pressão pélvica e, consequentemente, as contrações”, explica Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo.
05. O formato da barriga indica o sexo do bebê: barriga pontuda é menino e barriga larga é menina.
Mito. “O formato da barriga depende do tamanho do bebê, e não do sexo dele”, diz Mário Martinez, chefe da equipe de ginecologia e obstetrícia do Hospital São Luiz, de São Paulo. “E as únicas maneiras de descobrir o sexo antes de a criança nascer são o exame de sexagem fetal, que pode ser feito com oito semanas, ou o ultrassom, com 18 semanas”, completa o ginecologista.
06. Grávidas sentem mais calor.
Verdade. “A grávida tem aumento da temperatura basal – que é a temperatura do corpo medida imediatamente após a pessoa acordar, antes de qualquer atividade física – de 0,5 a 1,0 ºC, o que a torna mais quente. O aumento da temperatura se deve à ação da progesterona, o hormônio que a placenta produz”, esclarece Mariangela Maluf, ginecologista e obstetra do Centro Especializado em Reprodução Humana, de São Paulo.
07. A mulher deve comer bastante canja e canjica e beber cerveja escura para ter mais leite.
Mito. “Isso é um mito de muito tempo atrás, quando as mulheres, mesmo grávidas, precisavam forcejar mais nos trabalhos domésticos – quando não existia a máquina de lavar, por exemplo. As mulheres tomavam canja e tinham mais energia, daí surgiu a lenda. O importante é a gestante tomar bastante líquido (em torno de 2 a 3 litros diariamente). Pode ser chá, água, sucos e frutas”, conta
Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo. Vale lembrar que a bebida alcoólica não é aconselhável durante a gestação.
08. Se a mãe não comer o que deseja, a criança vai nascer com a cara do desejo.
Mito. “Isso é só mais uma crença popular e não faz sentido”, sentencia Mário Martinez, chefe da equipe de ginecologia e obstetrícia do Hospital São Luiz, de São Paulo. “Os desejos são causados por hormônios durante a gestação. Nada acontece ao bebê se a mãe não comer o que deseja”, complementa Martinez.
09. As grávidas precisam comer por dois.
Mito. “A grávida sofre um aumento de apetite por ação da progesterona, mas não precisa comer por dois”, afirma Mariangela Maluf, ginecologista e obstetra do Centro Especializado em Reprodução Humana, de São Paulo. Até porque é preciso ficar atenta ao controle do peso durante a gestação, com uma alimentação balanceada e saudável.
10. Ficar sem comer aumenta o enjoo.
Verdade. “O jejum aumenta a náusea e nem é preciso estar grávida para que isso aconteça”, ressalta Mariangela Maluf, ginecologista e obstetra do Centro Especializado em Reprodução Humana, de São Paulo.
Fonte: bebe.abril.com.br/gravidez/gravidez-semana.php – Setembro, 2011
Semana 38 – Proximidade do parto aumenta ansiedade
Seu bebê
Na emoção da reta final, a freqüência cardíaca do bebê é duas vezes mais rápida do que a da mãe, de 120 a 160 batidas por minuto. Ele sabe que precisa se sentir quentinho do lado de fora do útero. Por isso, a camada de gordura sob sua pele aumentou um pouco, regulando melhor a temperatura corporal. Os intestinos deram mostras de que estão funcionando bem e já formaram o mecônio, uma substância verde considerada como sendo o primeiro coco do bebê. Mas não se preocupe. Normalmente, o mecônio é excretado após o nascimento.
Sua gravidez
Se você ainda está trabalhando, essa é uma boa semana para sair de licença. Falta muito pouco para o bebê nascer e a sua barriga, que agora tem de 36 a 38 centímetros de altura, dificulta suas atividades rotineiras. Além disso, provavelmente você não está dormindo tão bem, o que pode deixá-la mais cansada e com sono durante o dia. Por isso, hora de pegar leve. Uma dica para esquecer os desconfortos – e driblar a ansiedade típica dessa fase – é se concentrar em outras atividades. Você pode, por exemplo, ler sobre o surpreendente trabalho de suas mamas para fabricar o leite materno, o primeiro alimento do bebê, ou sobre células-tronco, um assunto especialmente interessante para as gestantes.
ALIMENTAÇÃO
Leite em transformação.
Em torno da primeira quinzena de vida do bebê, surge o chamado leite de transição, que sucede o colostro. A partir desse momento, o alimento começa a apresentar as características definitivas. O leite chamado maduro dá as caras apenas a partir da terceira semana. Assim, o fluxo tende a se regularizar, e o leite ganha as características que conhecemos: mais branco e mais líquido do que o leite dos primeiros dias.
As vantagens de amamentar por livre demanda.
Mais um motivo para você, mamãe, insistir em dar o seio. Você não precisa se preocupar em definir horários para a amamentação. Deixe que seu bebê decida e mame quando e quanto quiser. Entenda por quê.
A mais recente cartilha de pediatria publicada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) arrematou antigas recomendações sobre cuidados com os bebês. Entre as indicações revisadas, e talvez a mais libertadora para as mães, está a que trata dos horários da amamentação. “A mãe é aconselhada a dar o peito sempre que seu filho solicitar”, explica Valdenise Tuma Calil, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP. Ou seja, não é preciso se angustiar com os choros famintos até que se estabeleça
uma rotina alimentar. “Ele deve mamar quando e quanto quiser. Dessa forma, vai aprender a lidar também com a saciedade, o que reduz o risco de obesidade no futuro”, a pediatra avaliza.
Os pontos positivos
A nova orientação da SBP se baseia nas vantagens que a liberdade de horário na alimentação do recém-nascido traz. “Geralmente a criança que mama quando quer perde menos peso depois do nascimento e estimula mais a lactação da mãe”, explica Valdenise. Dessa forma, a descida do leite e a produção láctea são melhores e mais adequadas. A mamada livre também previne a dor e o endurecimento da mama pelo leite congestionado, além de colaborar para conter a ansiedade do bebê, que prejudica todo o processo. “Quando a criança vai ao peito com muita fome e vontade, é comum que ela machuque o seio da mãe”, completa Valdenise.
A recomendação de alimentar o bebê em intervalos regulares de três horas é mais adequada aos casos em que a criança está sendo alimentada com fórmulas infantis – como leite de vaca modificado. “Devido à composição e à difícil digestibilidade desses leites, o esvaziamento gástrico e a sensação de fome podem demorar mais”, explica Marcus Renato de Carvalho, diretor da Clínica Interdisciplinar de Apoio à Amamentação e coordenador do site www.aleitamento.com. “Na amamentação, é diferente: o leite materno é fácil de digerir, logo o bebê sente fome antes”, justifica o médico. “Recomendamos que os pais se esforcem para reconhecer os sinais de fome e aprendam a diferenciá-los de outros tipos de choro”, alerta Marcus. Foi
